Carta aos eleitores (as):
Caro eleitor (a)!
Há uma semana das eleições de uma campanha tão acirrada, em que nunca se teve tanto acesso às informações dos candidatos (as) aos diversos cargos disputados. São inúmeras as opções, amplo leque de ideias, ideais e ideologias que cada candidato se propõe a adotar caso seja eleito (a).
É sabido que muitos deles ou delas nem sabem exatamente qual a função do cargo que estão a pleitear, haja vista que atribuem competências que não são de sua alçada caso eleito (a).
Pois bem, é dever de cada cidadão (ã) saber exatamente o que cada um dos pretendentes aos cargos que irá ocupar se eleito for, o que deverá de fato exercer no exercício do mandato. As perguntas sobre o que faz um deputado estadual, federal, senador, bem como quais as atribuições de um governador e presidente da República, devem estar claras na memória.
Também é de sua importância se perguntar: ao longo dos últimos quatro anos, a vida como um todo melhorou ou piorou? Com relação à saúde, é fácil conseguir vaga para uma consulta ou exame na rede pública, ou mesmo um atendimento num hospital que seja custeado pelo Estado, com verbas federais, estaduais ou municipais? Como está o atendimento? Você chega e logo é atendido, ou espera longas horas, em prédios sucateados? Ao sair da consulta, você recebe os medicamentos na farmácia, ou sempre estão em falta? Os profissionais de saúde recebem salário justo e cenário de trabalho digno? As condições dos hospitais que costuma frequentar quando precisa são boas? Não há grande quantidade de pacientes para serem atendidos, bem como enfermos em macas pelos corredores, sem a mínima dignidade?
E a educação, melhorou ou piorou nestes últimos anos? Os estudantes de fato aprendem ou sequer conseguem realizar operações fundamentais ou elaborar um simples texto quando saem do ensino médio? A educação pública tem se atualizado ao longo dos anos, ou ainda não é atrativa para os jovens que preferem não estudar por não haver estímulos ou incentivos e ainda, pelos profissionais serem mal remunerados e com sobrecarga?
Um país também é construído com a cultura e os saberes de seu povo. Na sua cidade, há incentivo para os projetos culturais? Os governos atuam para que a cultura seja fomentada nas suas mais variadas vertentes, seja nas artes visuais, no teatro, circo, dança, música, artesanato, etc.? Há de fato um comprometimento desses governos com a arte ou os profissionais dessas áreas vivem com pires na mão para conseguirem algum auxílio governamental? Há algum reconhecimento por parte dos governos por esses profissionais, que muitas vezes não conseguem viver de sua arte, tendo que recorrer a outros meios para sobreviverem?
E a segurança pública? É possível andar na cidade sem estar preocupado se terá algum infortúnio? Os governos têm investido em aumentar o efetivo de policiais, bem como lhes oferecendo um salário digno, já que colocam suas vidas em risco? Há de fato uma preocupação em modernizar os sistemas de informações, bem como capacitar os serviços de inteligência para que o cidadão possa circular em paz nas ruas? Ou o socorro vem quando já não há mais o que fazer?
Importante também estar atento em relação às desigualdades sociais. Na sua percepção, houve aumento na pobreza nesses últimos anos? As pessoas ao seu redor tiveram uma melhoria em suas condições financeiras ou não?
A economia também deve ser um fator que deve ser levado em conta quando se vai eleger aqueles que irão ficar quatro anos, ou mais quatro anos, se reeleitos forem. E se não tiverem uma equipe competente para traçar estratégias assertivas na área econômica que diminua a inflação e os juros exorbitantes, bem como impostos, ou se forem daqueles parlamentares ou governantes que só pensam em seus próprios interesses, estando preocupados em só servirem aos amigos do rei em detrimento da coletividade, teremos à frente anos de sofrimento.
A infraestrutura também deve estar no radar daqueles que irão governar o país por quatro anos. A sua cidade e/ou rodovias estaduais e federais têm malha asfaltada de qualidade, com sinalização adequada ou buracos se proliferam com o passar do tempo, trazendo prejuízos materiais, bem como ceifando vidas com acidentes que poderiam ser evitados?
Também se ressalte que as crises climáticas virão com cada vez mais força e, se não houver políticas efetivas e eficazes para minimizar seus efeitos, as catástrofes irão se impor, levando o caos para a população, com vendavais, tornados, enchentes. Os governantes que irão governar nosso país por mais quatro anos devem ter claro quais metas e objetivos irão elencar para mitigar os prejuízos causados pelas crises climáticas. O seu candidato tem enfatizado propostas nesse sentido ou simplesmente não é uma preocupação para o seu governo ou uma pauta a ser defendida, no caso de parlamentares?
Há outros temas que poderiam ser elencados aqui, como inclusão social, moradia, políticas públicas para as minorias, etc. Cabe a cada um, em sua realidade, destacar e refletir sobre os temas que mais lhe são necessários.
Ressalte-se que no programa de governo de cada candidato essas respostas devem estar claras, ou minimamente defendidas por aqueles que irão governar nosso estado e o país. O voto de cada um é uma arma poderosa e democrática. Não deixe de ler o programa de governo de cada candidato, bem como ouvir suas propostas, para depois cobrá-los se eleitos forem. A hora é agora. Há um ditado que diz que se o boi soubesse a força que tem, jamais ficaria preso a um pasto. Essa analogia faz refletir o poder que temos em mãos de mudar essa realidade que está imposta. Se cada cidadão escolher assertivamente seus candidatos, é possível que um amanhã melhor tenhamos.
Abaixo plataforma da CNN Brasil com informações relevantes de todos os candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da república:
https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/2026/candidatos/?uf=br&cargo=presidente
Texto: André Messias